Um livro de mil faces » Parte 1

Márcio Duarte, em 13/07/2011. Categoria: Be-a-Bá do eBook 2

Um livro aberto

1. Introdução 2. ePub 3. Apps 4. PDF 5. Kindle

Principais formatos de eBook para os profissionais da área de produção editorial

Até há pouco tempo, era fácil definir um livro: um retângulo relativamente pequeno, formado por várias folhas de papel impressas e unidas por um dos lados, às vezes cobertas com uma sobrecapa. Simples assim. Os métodos e ferramentas  para criar um livro impresso são mais ou menos padronizados. Hoje, com os eBooks, essa tarefa ficou bem mais complicada. São muitos tipos de arquivo, cada um com suas peculiaridades, capazes de confundir até mesmo o bibliófilo digital mais tenaz. Mesmo com a crescente popularização do livro eletrônico, alguns ainda confundem eBooks com dispositivos leitores – na realidade eBook readers ou eReaders. Nada disso, eBooks são arquivos digitais.

Mas quais são os tipos de arquivos mais relevantes? Para os profissionais da área que ainda não entraram nessa “onda digital”, é hora de abrir os horizontes e começar a explorar as possbilidades do digital publishing. Pode parecer um mundo um pouco obscuro e complexo, por isso apresentarei uma série de artigos introduzindo os tipos de livros digitais mais relevantes para quem trabalha com produção de livros, ou mesmo para aqueles autores independentes interessados em criar eles mesmos seus eBooks, sob um ponto de vista mais prático, do projeto e dos métodos de produção, voltado para o mercado editorial, inclusive o brasileiro. Os formatos são:

  • ePub
  • App
  • PDF
  • Kindle

Por que somente estes quatro? Por que são os formatos com maior disponibilidade nas principais livrarias e lojas virtuais, o que significa que são os formatos-alvo utilizados tanto por editoras quanto por autores independentes, nacionais ou internacionais, para publicar seus livros. Assim, muitos tipos alternativos, a princípio, não tem um futuro muito promissor ou muita relevância para quem trabalha na área editorial, por isso os deixei de fora. A Sony, por exemplo, migrou para o ePub, o que praticamente aposentou seus formatos nativos (BBeB/LRF, LRS e LRX). Outro tipo de eBook, o LIT, criado pela Microsoft, foi igualmente abandonado pela desenvolvedora do Windows. Isso não quer dizer que estes tipos menos conhecidos não tenham utilidade nenhuma, só não são muito importantes no contexto profissional, de quem faz isso para viver. A quantidade de conhecimentos necessários para dominar cada um do principais tipos já torna o trabalho suficientemente complexo e é muito provável que alguns demandem a especialização quase que absoluta, como no caso dos livros no formato de aplicativos (eBook Apps). Com exceção de usos muito específicos, ninguém quer perder tempo aprendendo a criar publicações em um formato que quase ninguém lê (ou lerá), mas para o leitor, o usuário final, os melhores formatos são aqueles que seu dispositivo pode ler. Para quem quer conhecer um pouco mais sobre eles, pode achar uma lista bem compreensiva no Wiki do MobileRead.

Ainda assim, é importante lembrar que esse é um mercado em franca expansão e, em muitos aspectos, indefinido. Há uma série de tipos de eBooks promissores, ainda que proprietários e restritos a determinados nichos (dois exemplos são os livros didáticos da Inkling) e o livros “híbridos” da Blio). Talvez algum deles também venha a se torna importante em algum momento.

No próximo artigo, farei uma análise mais aprofundada do primeiro da lista e, por que não, mais importante formato de eBooks: o ePub.